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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Idéia


Subitamente uma lâmina cortante atravessa meu lóbulo frontal
e penetra a infinitude dos meus pensamentos
como um pêndulo em constantes movimentos
baqueia minha parede cerebral.

Ah! a insônia, esse demônio que me perturba
chega e sangra-me a útopica vontade de desfalecer
Um gênio do mal se apossa de mim
 Mlle.
temo não deixar-me viver nem por mais um segundo
e antes que seja tarde, antes que ele devore meus lábios
movo-os derradeiramente:

-Amo-te, amo-te mortalmente!
e só agora, dei-me conta desse fato devastador
ao ver-te debruçada sob meu peito
A idéia inanimada veio-me á tona.
...desfaleço e morro.

Sur les cimes du désespoir




Abri meu peito ainda sangrando
e vi lá pousado dentro dele um grande vazio
Pasmado
teimei em desacreditar no que os olhos viam
e em transe percebi o quanto
ver é irreversível
E eu, homem feito chorei
pela imagem quebrada dos meus sonhos
que um dia tanto desejei
Debatendo-me como um naufrago em alto mar
recorendo a uma fé inanimada, enclausurada
Grito, para todo o mundo ouvir
o egoísmo da inconformidade humana.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sentimentos



Sentimentos morrem, assim como pessoas, só que alguns demoram mas tempo que outros... Geralmente a vida dos sentimentos é eterna durante muito, muito tempo.

Inércia



Sentir-se vazio no minimo, é trilhões de vezes algo a mais que não sentir.
Estou me sentindo estranhamente bem, melancolicamente feliz, contentemente down.
É teu silêncio que me amedronta, tua não ação que me inquieta.
Tua ausência de quem nunca estará presente, talvez, minha insegurança seja a dona de tudo isso.
E esse desespero me faz escrever tolices, coisa de quem só o faria, se estivesse em estados débeis.
Controlo meus sentimentos, á muito tempo, amei, sofri, chorei, morri, renasci, tento não te amar,
e talvez não te amo, apenas, sinto-te aqui, proxima ao meu peito, apesar de sentir que não a tenho,
é um amor platonico começando a crescer,
é uma plantinha buscando seu lugar ao sol,
um vampiro na busca frenetica por sangue puro,
a maldade desejando ser o bem,
uma canção que está lá, dentro do musico, mas que ainda não é, por que esse sou eu.
O absoluto desejo de ser,sabendo que nunca será.
São meus pensamentos, dirigidos a ti, que nem ao menos sabe dessa pobre existencia.
São palavras mal escolhidas, por mim como autor, desse texto mediocre, que nem chegará a ser criticado
que não alcançaram teus olhos, ou serão elogiados por tua boa, exotica, distante.
Como um viciado depende do oxi, dependo sempre, de mim, na tentativa frustrada de surpreender-te com minhas tolas
esperanças, e que sem graça, caio por terra.
Um blues nostalgico, decadente, para um bebado traido.
É perder-se em palavras, como fiz nessas linhas erroneas do tempo.
É ter-te sem você saber, querer-te sem te dizer.
é errar, errar, errar, errar, errar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

“O EU fragmentado”




A cidade corre acesa
Meus cigarros sobre a mesa,
Luz acesa, mente acesa,
e a libido, sem certeza.
Troco as aspas, tiro as calças,
e desnudo, no abandono
sem você pra satisfazer
teus desejos, vem o sono.
Minha boca, tua boca,
Teu gemido, a libido.
As buzinas, nas esquinas,
entre os carros o escarro,
prostitutas, compradores,
minha falta, tuas dores.
Esse “não”, esse “há”
E se não? , e se “há”?
S e A, P e B, osso e carne,
Eu você, e agora?
A história? A escória?
Somos nós, só você,
eu sou vosso, e somos nosso.
Cafeína, cafetina, cocaína.
E o ócio, e o oxi, oxigênio
oxidável, sociável, oscilável, oxitante.
Tanta mistura, tanta postura,
ser urbano, vida pura,
ser humano, desengano. Ter você, foi-se o plano.

"Enlace"

“Da tua boca eu sinto o gosto, e o toque que excita a minha pele, a tua fala estranha que eu conheço tão bem, teus gritos, sussurros, gemidos, que eu nunca ouvi...
Soa tudo tão intimamente novo.  E mesmo assim conheço o teu sexo tão bem, que até penso ser o meu.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Malaria! - Emotion (1982)



A1. Geld - Money (4:00)
A2. Leidenschaft - Passion (3:55)
A3. Eifersucht - Jealousy (3:09)
A4. Einsam - Lonesome (2:55)
A5. Macht - Power (3:30)

B1. Tod - Death (3:55)
B2. Mensch (2:40)
B3. Slave (3:33)
B4. Traum - Dream (3:55)
B5.
Gewissen (3:10)